14.4.06

 
Já há algum tempo que venho pensando e querendo gentileza. Como tenho sentido falta de gentileza! Aquela que chamo de gentileza urbana: ceder o acento para uma pessoa mais idosa, mais cansada; abrir a porta, seja do carro, do elevador, de casa, do bar; ajudar com a bagagem, com as compras; olhar nos olhos e dizer: bom dia, tenha uma boa tarde, por favor, obrigada, seja bem vindo, volte sempre; sorrir; ouvir; deixar passar; ceder a vez; oferecer. Oferecer encanto, cortesia, graça. Oferecer um beijo, um minuto de atenção. Ultimamente as pessoas têm se colocado tão sem tempo, que esquecem de ser gente. Esquecem que ser gente é ser carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo*. Dia desses me deparei com uma pessoa cheia de gentileza. Pessoa bacana, que nem tão cedo será esquecida. Como fez bem para a alma e para o coração! Como é bom poder continuar acreditando que ainda há gentileza urbana, que existem pessoas cheias de sentimento e carinho, que não estou só. Sorri e meu sorriso foi retribuido. Fiquei encantada.
* Pequeno dicionário de palavras ao vento - Adriana Falcão

Comments:
Moniqueta, sumiu hein!
Adorei seu post e compartilho dessa saudade de gentileza no dia a dia, com todo mundo com pressa para tudo a gente até esquece as vezes de gestos tão simples, como um simples sorriso de retirbuição!
Espero que esteja bem, feliz e realizada no novo trabalho.
Saudades!
 
Nossa, Mônica, estive pensando sobre essa coisa da gentileza nesses últimos dias também. Foi uma grande coincidência seu post, também pensei em como é ruim quando a gente é extremamente gentil e a pessoa nos retribui com má educação e coisas do tipo. Tipo quando a gente entra em loja chique de shopping, pede educadamente ao vendedor para ver alguma coisa e ele olha com "aquela cara" de má vontade. É duro, né? Você faz muita falta lá no LV, espero que você esteja bem. Beijo, Isabella.
 
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